7c2e1ac9-7542-4bc2-bca9-455070b278b1Tecnologia da Informação, em uma descrição sucinta, é a integração de computadores, telecomunicações e aplicações com a finalidade de processar, manipular, armazenar e transmitir informações. A busca da humanidade por dispositivos que auxiliem no cálculo e tratamento de informações é muito antigo, remontando a 150 a. C. quando os antigos gregos inventaram o que pode ser considerado o primeiro computador da História, a chamada máquina de Anticítera, um engenhoso mecanismo de engrenagens para calcular os ciclos da lua. Desde então, incontáveis invenções contribuíram para chegarmos às tecnologias que hoje utilizamos.

Na última década a Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC) assumiu um papel imprescindível no âmbito das Organizações Militares (OM). Atualmente permeia todos os setores da Marinha (MB), sejam eles administrativos ou operativos, de nível estratégico ou operacional. Nesse cenário, com o propósito de garantir a eficácia e contribuir para a eficiência da Governança de Tecnologia da Informação (TI) na MB, foi criado, pela Portaria no 121 de 31 de março de 2008, do Comandante da Marinha, o Centro de Tecnologia da Informação da Marinha (CTIM).

Este Centro foi idealizado com a incumbência de manter a infraestrutura e operar a Rede de Comunicações Integradas da Marinha (RECIM), disponibilizar serviços tais como correio e Internet, cuidar da segurança do espaço cibernético da MB, e realizar auditorias e forense computacional. Posteriormente, novas tarefas foram atribuídas, tais como a hospedagem dos sistemas de TIC no Centro de Dados da MB (CD-MB), executar as atividades de resposta a incidentes de segurança, implantar e operar a Autoridade Certificadora Reserva do Ministério da Defesa (AC-Reserva) e ser o Centro Local de Tecnologia da Informação do Edifício Barão de Ladário (CLTI-EDBL).

Seja nas atividades administrativas rotineiras das Organizações Militares, seja nas atividades operativas, tanto realizadas no território nacional como no exterior, o CTIM trabalha diuturnamente para oferecer aos seus usuários serviços vitais à operação de todas as OM, tais como: correio eletrônico, acesso à Internet, gerência de chaves criptográficas, acesso aos sistemas corporativos hospedados, correio móvel, portal, telefonia VoIP e videoconferência, tudo de forma segura.

Para prestação do suporte destes serviços, o CTIM conta com uma Central de Suporte da RECIM (CSRECIM), responsável em concentrar e tratar todos os incidentes e requisições de TIC da MB, funcionando como um ponto único de contato, tendo no ano de 2016 atingido 15.425 chamados, dos quais 81% foram respondidos em menos de vinte e quatro horas. Também foi ampliado o número de linhas telefônicas para atendimento dos chamados na CSRECIM (10 linhas VoIP) e cadastradas as equipes técnicas dos CLTI na ferramenta de gerenciamento de chamados na CSRECIM, permitindo a participação ativa dos CLTI nos procedimentos de resoluções de chamados.

No último ano, o CTIM realizou inúmeras tarefas e atividades. Nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 destacou-se nas fases de planejamento, implantação e suporte das comunicações, com participação ativa na implantação do Centro Integrado de Comando e Controle (CICCS) no Com1oDN; implantação do sistema de câmeras para atender a vigilância das áreas de responsabilidade da MB; projeto e implantação de um enlace de dados interconectando a RECIM com o Exército (EB), promovendo a integração das redes de dados, voz e vídeo, o que possibilitou o acesso, via RECIM, aos sistemas utilizados pelo EB e pela Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro; e reestruturação das fibras ópticas do Com1oDN em virtude das obras do Porto Maravilha.

No âmbito do Ministério da Defesa (MD), a Autoridade Certificadora Reserva do Ministério da Defesa (AC-Reserva) obteve, em dezembro de 2016, a aprovação da solicitação de credenciamento para o processo de auditoria a ser realizada pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e agora aguarda o agendamento da auditoria pré-operacional por parte do ITI, tendo como previsão de entrada em funcionamento, o final do primeiro semestre do presente ano. Ainda no nível do Ministério, o Centro participa do projeto de especificação e implantação do protocolo de IP versão 6 (IPv6) a fim de integrar as redes internas das três Forças com o MD.

Na área de infraestrutura de TI, foram realizados diversas atividades e projetos: implantação do sistema de telefonia IP e controle de acesso à Internet da Comissão Naval em Washington (CNBW); modernização da RECIM nos complexos ERMRJ, CMASM e BFNIF; implantação do projeto rede sem fio para os navios do Com6oDN; ativação da Estação Móvel Naval (EMN) de banda Ku do NAsHSMeirelles; implantação do sistema de telefonia na nova sede do Com3oDN e modernização dos sistemas de telefonia da ERMRJ e do CMATFN, todos com a instalação de solução VoIP Cisco e integração com a RETELMA; operacionalização do Sistema de Comunicações Integradas (SACI – Jabber), possibilitando a comunicação por meio de voz, vídeo e troca de mensagens/arquivos; implantação do projeto @Marinha; adestramento de Lotus Notes para CLTI e Administradores no CIAW; instalação e modernização de rádios enlaces (SNNF, CMASM, BFNIG, CPRJ e LFM); comissionamento de sistemas de comunicações satelitais para diversas operações, como por exemplo a Unifil X e Jopo 2016; migração de diversos serviços para servidores com sistema operacional Oracle Linux; e modificações no sistema SCORE, permitindo a criação do perfil de usuários na RECIM para as aplicações SACI – Jabber e Rede Marinha.

No tocante à Segurança da Informação Digital (SID), foi realizado o robustecimento do servidor de gerenciamento do IPS, possibilitando o uso de forma mais rápida e eficiente no momento de impor políticas de restrição e na extração de relatórios. Com relação ao servidor de antivírus ePO, foram criadas rotinas automatizadas de notificação de OM e CLTI, sobre equipamentos desprotegidos ou alvo de ataques maliciosos, visando garantir escopo e possibilitar aos CLTI melhorarem o apoio às OM. Foram realizadas perícias forenses em 95 dispositivos computacionais e elaborados relatórios com Registros Acesso à Internet (RAI) para auditoria de acessos realizados. Adicionalmente, a fim de manter a segurança dos sítios e sistemas digitais, foram encaminhados setenta e quatro Relatórios de Análise de Vulnerabilidades (RAV). Na administração dos recursos criptográficos, foram criadas um total de 955 novas chaves Argos e 559 novos certificados Orion com a implantação do mesmo em dezembro.

Ainda na área de SID, foi criada a Central de Tratamento de Incidentes em Redes de Computadores da Marinha do Brasil (CTIR.mar), cujo objetivo é garantir a prevenção, resposta e tratamento de incidentes de segurança na RECIM. A CTIR.mar atende internamente a segurança

dos usuários, sistemas e ativos da RECIM, cooperando externamente com os demais Centros de Tratamento de Incidentes em Redes da Administração Pública Federal (APF).

A fim de consolidar a unificação dos Centros de Dados, a infraestrutura do CD-MB localizado no Edifício 23 do AMRJ vem sendo expandida, ampliando sua capacidade de processamento e armazenamento, possibilitando assim, a migração de vários serviços e sistemas anteriormente hospedados no CD-MB do Edifício Barão de Ladário. Dentre eles os servidores de correio eletrônico e SIGDEM, o Sistema de Consignação (eConsig), os servidores do novo SIPLAD, o novo ambiente de banco de dados do BDPES e os sistemas operativos de acompanhamento do tráfego marítimo, CRT-AMAS e LIRIT, aos quais foram robustecidos por novos servidores que sustentam novas funcionalidades; Foram gerados e instalados 24 novos certificados digitais, que garantem a autenticidade dos endereços eletrônicos da Marinha do Brasil na Internet e hospedados 37 novos sítios de OM na Internet, aperfeiçoando a estrutura de hospedagem de sítios na arquitetura Drupal.

Visando melhorar a infraestrutura e as condições de habitabilidade nas instalações do Edifício 23, encontram-se em andamento obras na área dos alojamentos femininos e a instalação de duas máquinas de ar condicionado. Os ares condicionados, além de proporcionar conforto à tripulação, serão utilizados como contingência na refrigeração do CD-MB.

Por fim foi consolidado o CLTI-EDBL, que presta o apoio em primeiro e segundo escalão às atividades de suporte técnico de TIC a um total de 13 OM, além de todas as Adidâncias. Foi criado um espaço no segundo andar do EdBL onde foram instaladas novas máquinas e acomodados militares que foram incorporados à tripulação para reforçar o atendimento às OM apoiadas.

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LUCIANA MASCARENHAS DA COSTA MARRONI Capitão de Mar e Guerra (EN) Diretora

O compromisso de manter a infraestrutura de TIC da Marinha só é possível graças ao apoio irrestrito da Diretoria de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha (DCTIM) que implementa novas soluções, normatiza, planeja, controla e executa a governança de TIC na MB.

O sucesso das atividades do CTIM são consequência direta do alto padrão técnico de sua tripulação, que não se deixa intimidar pelas dificuldades e limitações impostas pela escassez de recursos, sempre demonstrando comprometimento, perseverança e criatividade na solução dos problemas. Em uma área em que a demanda por conectividade e serviços só cresce e onde o preparo da tripulação e a atualização profissional devem ser constantes, o desafio desses militares e civis é permanente.

Ao celebrar o nono ano de criação do Centro, transmito os meus cumprimentos à tripulação e ex-integrantes do CTIM, que com dedicação e profissionalismo vem disponibilizando a Tecnologia da Informação de forma confiável e ininterrupta, contribuindo assim para que a nossa Força cumpra sua missão. Bravo Zulu! Parabéns!

“Tecnologia da Informação a serviço da Marinha!” “Viva a Marinha”

 

 

Ativação do CLTI EdBL

O Centro Local de Tecnologia da Informação do Edifício Barão de Ladário (CLTI EdBL) foi ativado. A equipe do Centro foi formada pelo remanejamento do pessoal dos Serviços de MARINHA2
Tecnologia da Informação e Comunicações (STI) das Organizações Militares (OM) apoiadas.

O CLTI EdBL tem como responsabilidade o apoio, em primeiro e segundo escalão, das atividades de suporte técnico dos STI comuns às seguintes OM: Diretoria-Geral do Material da Marinha, Diretoria de Engenharia Naval, Diretoria de Aeronáutica da Marinha, Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha, Diretoria de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha, Centro de Tecnologia da Informação da Marinha, Diretoria de Obras Civis da Marinha, Diretoria de Portos e Costas, Procuradoria Especial da Marinha, Tribunal Marítimo, Comissão Naval Brasileira na Europa, Comissão Naval Brasileira em Washington, Adidâncias e Representação Permanente do Brasil junto à Organização Marítima Internacional.

A partir desta etapa será possível a otimização dos recursos humanos de TIC, consolidação da centralização dos recursos computacionais, diminuição do tempo de atendimento dos “chamados” e aumento da disponibilidade dos serviços, permitindo um melhor atendimento e aumento da eficiência das atividades de TIC na Marinha do Brasil.

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Primeira Tripulação do CTIM 

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Ex- Diretores do CTIM

Brasão do CTIM

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Criado pela Portaria CM, Nº 121, de 31 de março de 2008.

DESCRIÇÃO
Num escudo boleado, encimado pela coroa naval e envolto por uma elipse feita de um cabo de ouro e terminado em nó direito, céu de azul com um globo estilizado e formado por faixas de dígitos de um e zero, que se cruzam em nódulos, tudo em ouro.

EXPLICAÇÃO
No campo de azul esmalte da Marinha, representativo do céu infinito por onde se propagam às ondas eletromagnéticas, refere-se aos ambientes de atuação deste Centro. O globo formado pelos órgãos binários booleanos de 1 a 0, base de eletrônica digital e da computação, cruzam-se em nódulos a simbolizar a extensa rede da tecnologia da informação e evoca a missão do Centro de Tecnologia da Informação da Marinha.

 

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ROBOTIM Criado em 15 de abril de 2016. Autor: 1ºTen.(AA) Márcio Luiz Neto.

Mascote do CTIM

 DESCRIÇÃO

 A cabeça do nosso mascote, o ROBOTIM, é formada por um HD e um roteador WI-FI. O primeiro armazenar as informações do Centro de Dados da Marinha; o último encaminha pacotes de dados entre redes de computadores. Em sua mão esquerda, preocupado com a infraestrutura da RECIM, carrega cabos de redes por onde trafegam os dados que circulam de um ponto para o outro e, por fim, empunha na mão direita, um escudo, cuja finalidade é proteger as redes e computadores, ou seja, controlar o acesso e bloquear as ameaças a toda a Rede de Comunicações Integrada da Marinha (RECIM).

Pesquisador: 1ºTen.(AA) Márcio Luiz Neto

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