Acampe com conforto

Conheça 5 dos melhores glampings do Brasil

Caro leitor, feche os olhos por um momento. Agora tente imaginar um local perfeito para relaxar. Tenho certeza que pelo menos uma das próximas opções passaram pela sua cabeça: uma cabana no meio da floresta, um bangalô em uma praia paradisíaca ou uma tenda no deserto. Acertei?

Não falarei exatamente sobre os hotéis que valem a viagem no Brasil, apesar de serem fortes candidatos a realizarem estes desejos. Hoje, irei um pouco mais fundo no contato com a natureza – falarei de camping. Ou melhor, glamping. Em poucas palavras, é ter a experiência de acampar com todo o conforto de um ótimo hotel.

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Apesar de ser um conceito relativamente novo no Brasil, a demanda é tanta que muitos estabelecimentos já aderiram à prática. Como a interpretação do conceito varia de pessoa para pessoa, tem hotel de todos os tipos e para todos os bolsos – do mais rústico ao mais luxuoso.

Sem mais delongas, conheça abaixo a nossa seleção de 5 glampings incríveis no Brasil – do Nordeste ao Sul do país.

1. Um glamping de frente para a cachoeira

Cachoeira dos Borges – Mampituba (RS)

Quando moramos em grandes cidades, dificilmente temos o privilégio de ver céus estrelados  – as luzes e poluição, principalmente, prejudicam a visibilidade. A solução, então, é ir para um local que oferece a experiência de true dark sky, a percepção correta de uma noite verdadeiramente densa e repleta de estrelas. É o caso do glamping Cachoeira dos Borges – inserido no meio da Mata Atlântica e distante da civilização.

Endereço: Rua Chapada dos Borges, 2116 – Roça da Estância, Mampituba – RS, 95572-974
Telefone: (48) 3532-1059

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A 300km de Florianópolis e 200 km de Porto Alegre, o local fica dentro de um vale, na Comunidade de Roça da Estância – descubra como chegar lá. O glamping é cercado por picos rochosos, natureza quase virgem, nascentes d’água minerais, cachoeiras e piscinas naturais. Se der sorte, dá para encontrar espécies gigantes e centenárias de plantas por ali.

 

O que faz das acomodações experiências de glamping?

As Cabines Glamping contam com cama de casal queensize, frigobar, ventilador de teto e mesas de cabeceira. Nada fora do normal, certo?

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Porém, como são focadas no público de glamping, as cabines contam com algumas particularidades:

  • Vista incrível para a cachoeira e montanhas.
  • Redes na varanda.
  • Acesso direto às piscinas naturais de Baixo e da Lontra, além da trilha que leva à cachoeira.
  • O banho acontece na Casa de Banho, localizada a poucos metros do quarto e compartilhada com os campistas.
  • Ausência de sinal Wi-Fi (apenas nas áreas sociais).

Ana Aveline,que é a  fundadora diz: “Nosso maior diferencial é ter uma cachoeira fantástica (70m x 20m), cercada de mata Atlântica e com água limpíssima. Fica a apenas 35 minutos de caminhada do glamping. A região é considerada  um Elo Perdido e temos a intenção de mantê-lo assim, conservado”.

Por que ir ao glamping Cachoeira dos Borges?

4No meio da Mata Atlântica e repleto de experiências de imersão na natureza, o local é perfeito para quem quer se desligar totalmente da vida urbana.

“Quem busca glamping quer estar em contato com a natureza – ficamos dentro de um vale repleto de Mata Atlântica vistosa. Um local afastado, com sons da floresta e acessível a todos – dos iniciantes em glamping até os mais experientes.”, diz Ana.

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2. Um glamping com os pés na areia

Rancho do Peixe – Cruz (CE)

Amantes de kitesurf, em uma das mecas do esporte no mundo (a praia do Preá), decidem abrir um glamping que une uma típica experiência de casa na praia com sustentabilidade e ecoturismo. É a história do Rancho do Peixe, um dos mais luxuosos glampings do Brasil.

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Com 200 mil m² de área e apenas 8% dela utilizada para construções, já dá para entender a preocupação do Rancho com a natureza e a vida local.

Stephanie Pereyra, do Marketing: “Nossa arquiterura prioriza materiais locais, reduzindo o impacto sobre o meio ambiente. Aproveitamos o vento, de forma a não precisarmos de ar condicionado, e utilizamos a luminosidade natural, diminuindo o gasto de energia.”

O que faz das acomodações experiências de glamping?

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Todos os 26 bangalôs de lá são pé na areia e lembram casinhas rústicas de pescadores. As espreguiçadeiras e redes na varanda dão de cara para o mar ou para os belos jardins de coqueiros do local. Já as camas king size lembram os hóspedes de que estão em um glamping, não em um camping tradicional.

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O mais bacana é que todos os detalhes das acomodações – e do glamping como um todo – têm a participação de artesãos locais. Das cadeiras às luminárias, muitos deles são feitos de materiais descobertos pela equipe do Rancho.

Stephanie conta: “Priorizamos a contratação e a capacitação de pessoas locais, que estão por trás das coisas lindas que você vê no Rancho: do design desenvolvido com artesãos da região até os pratos feitos por chefs renomados em parceria com a sabedoria das cozinheiras locais”.

Por que ir ao glamping Rancho do Peixe?

É um glamping once in a lifetime, considerando a incrível experiência de pés na areia que o local proporciona.

“Mais de 200 mil m² de área preservada à beira mar, onde cuidamos de nossos hóspedes, da natureza e da cultura local. Uma experiência inesquecível: caminhos de areia branca para os pés descalços, as delícias do Ceará para provar e ventos constantes o ano todo”, diz Stephanie.

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Não é todo dia que vamos a Jericoacoara, região mágica do litoral cearense, né? Desde o final de 2017, o balneário cobra uma taxa fixa de visitação – R$ 5 por dia -, o que mostra que a conservação dali é uma prioridade.

3. Um glamping no meio de um parque estadual

Jalapão Ecolodge – Jalapão (TO)

Já mencionamos na lista um glamping dentro da Mata Atlântica. Voltamos agora com um estabelecimento dentro de um parque estadual – o incrível Jalapão, no Tocantins. Apesar de pouca gente citar a região, ela é uma das mais exóticas e ainda conservadas do Brasil. São rios, desertos e poços de águas densas que te mantém boiando o tempo todo – é no meio deste paraíso que fica o Jalapão EcoLodge.

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O local é a pedida ideal para aqueles que querem levar o conceito de glamping ao ponto mais alto. A conexão de estradas é rústica e a região fica a 300 km de Palmas, capital do estado. O local também possui conexão de celular e internet bem limitadas, além de energia elétrica proveniente apenas de geradores e de painéis solares.

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O que faz das acomodações experiências de glamping?

Do rústico ao luxo, existem diferentes tipos de hospedagem no Jalapão Ecolodge. As Buritibanas, por exemplo, são cabanas que remontam ao máximo da simplicidade de povos ancestrais, com apenas camas dentro. Porém, para uma verdadeira experiência de glamping a pedida é o Bangalô Jalapa, com vista panorâmica do parque como um todo.

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São diversos ambientes dentro do bangalô, construído em uma colina: hall de entrada, suíte principal, banheiro e uma área externa com ducha e hidromassagem – tudo com vista para o Parque a para o Monte Catedral, um cenário espetacular. Não há janelas de vidro e a única separação com o exterior é por meio de cortinas.

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Por que ir ao glamping Jalapão Ecolodge?

O dono do local, Lúcio Flávio Adorno, é do interior de São Paulo, mas está no Tocantins desde 1992. Geógrafo, foi o primeiro a escrever um livro de estudos sociais do Tocantins. Decidiu abrir o hotel para ter um laboratório prático e educar as pessoas sobre sustentabilidade.

Lúcio Flávio Adorno, dono: “Nosso diferencial está no trato com a natureza. Usamos, por exemplo, pneus para construir degraus em nossas trilhas e evitar erosão. Trocamos, também, experiências com fazendeiros para reduzir as queimadas – há 10 anos não vemos mais este problema”.

É a opção ideal para casais aventureiros – sem internet e sinal de telefone, é o verdadeiro lugar para se desligar de tudo e ter o máximo de privacidade. Só para se ter uma ideia, para chegar lá o hóspede enfrenta estradas de terra que só uma caminhonete 4×4 encara – o glamping cobra transfer à parte, caso o hóspede queira sair de Palmas, capital do Tocantins.

“Por estarmos no meio da natureza, aqui você encontra diversos mamíferos: lobo guará, anta, capivara e até mesmo o famoso papa-mel (foto). Se você der sorte e fizer silêncio, dá até para tomar café da manhã ao lado de uma cotia.

4. Um glamping com arquitetura única

Mundomo Glamping – Jericoacoara (CE)

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É o primeiro no Brasil a utilizar estruturas efêmeras – aquelas leves, fáceis e rápidas de montar e desmontar. A transparência das lonas dá uma sensação de se estar fora dela.

Maria José Baracatt, proprietária: “Os domos são cobertos com lonas especiais com UV. Todos têm janelas na parte superior – dando protagonismo ao sol, à chuva, ao vento, às estrelas e à lua. Uma experiência que muda as concepções do que é estar ao ar livre e se conectar com a natureza”.

O que faz das acomodações experiências de glamping?

Todos os domos possuem banheiro privativo. E para aqueles que entrarem e desespero e sentirem saudade da vida da cidade, ar condicionado e Wi-Fi também fazem parte das acomodações.

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Mas o melhor é abrir mão disso tudo, né? A intenção aqui é realmente viver da forma mais simples possível e aproveitar momentos que você nem repara no dia a dia.

“Temos uma horta própria com graviola, limão, caju, manjericão e muito mais. De manhã, o hóspede colhe os ingredientes para que possamos incluir nas tapiocas e nos sucos de preferência deles. A horta fica do lado da cozinha e quase tudo o que comemos vem de lá”, conta Maria José.

Por que ir ao Mundomo Glamping?

É um local que mistura momentos de privacidade com contato com outros hóspedes. Ao mesmo tempo que dentro das lonas os glampistas usufruem da intimidade, nas áreas comuns eles podem interagir com a comunidade.

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“A ideia é que pessoa venha e sinta que sua rotina pode mudar. A vida é bem simples: dá para cuidar de uma horta, morar em uma estrutura simples, com paz, harmonia e contato com a natureza. Temos um espaço muito lindo aqui, com cajueiros, plantas e borboletas”, completa Maria José.

5. Um glamping no alto das montanhas

Parador Casa da Montanha – Cambará do Sul (RS)

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O Parador Casa da Montanha é um exemplo de como uma opção de glamping pode se tornar um hotel que vale a viagem por si só.  Alguns serviços bacanas do local são: restaurante que valoriza os ingredientes e a culinária do Rio Grande do Sul e um SPA assinado pela grife francesa L’Occitane.

Porém, para evitar repetir o que você já leu no outro artigo, o Rafael Peccin, diretor de Marketing do local, se inspirou na natureza para convidá-lo ao Parador Casa da Montanha.

Rafael Peccin, do Marketing: “O canto dos pássaros, o barulho do rio que corte a fazenda, o pôr do sol, o frio da altitude e até o som do vento ou da água batendo na lona que reveste a barraca quando chove, acabam se tornando momentos de puro relaxamento e contemplação”.

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