Caminhada encerra Semana de Conscientização do Autismo - Girley Oliveira (2)

 

Eram 10 horas da manhã e a bandeira azul estendida sinalizava o início da caminhada. A cor, que é símbolo da luta pela conscientização do autismo, estava presente nos cartazes, camisas e faixas carregadas por pais, mães, alunos e professores da rede pública de ensino que estiveram presentes na marcha promovida pelo Centro de Inclusão Municipal Hellen Keller (CIM), na manhã desta sexta-feira (08). Encerrando a Semana Municipal de Conscientização do Autismo em São Gonçalo, mais de 200 pessoas percorreram as ruas do entorno do CIM, no bairro do Vila Lage, na luta pela inclusão.

Desde o último sábado (02) todas as 106 escolas da rede de ensino municipal realizaram atividades, palestras e oficinas voltadas para o tema. E algumas unidades marcaram presença na caminhada, como a Escola Municipal Professor Paulo Roberto Macedo Amaral, Escola Municipal Elpídio dos Santos, Escolas Municipal Visconde de Sepetiba e Escola Municipal José Manna Junior, que levou a banda escolar “Força Júnior” que animou o trajeto.

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Para a secretária de Educação, Vaneli Chaves, que também esteve no evento, as ações desenvolvidas durante esta semana serviram para trabalhar a inclusão nos espaços de ensino.

“Mais importante do que ter apenas um dia onde podemos lembrar e falar sobre o autismo é ter toda uma semana aonde a rede de ensino pôde trabalhar e fomentar a conscientização com os alunos e as famílias. Hoje temos o CIM como uma referência no atendimento especializado e aumentamos o número de assistidos. Estamos lutando por uma maior inclusão em nosso município”, disse.

Há dois anos atuando no CIM, a psicopedagoga e pedagoga Bárbara Flores, especialista no método “teacch”, uma técnica americana que trabalha a autonomia do aluno autista, explica que por ser um transtorno neurológico ele se manifesta de diferentes formas e o quanto mais cedo a criança receber assistência melhor será o desenvolvimento.

“O autismo é um transtorno que compromete a interação social, a comunicação e o padrão do comportamento. Por isso se colocar no lugar do outro e entender suas limitações é tão importante, não só para nós profissionais, mas para toda a sociedade. É algo complexo e por isso a importância de diagnosticar logo cedo, para que o autista seja assistido e possa se desenvolver melhor. O Anderson, que é um dos alunos aqui do Centro, foi uma grande inspiração para mim, vejo que todo empenho vale a pena, pois faz a diferença no dia a dia deles”, ressaltou.

 

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E o aluno de 18 anos, que é autista e inspirou a professora, estava na caminhada junto da mãe, a dona de casa Ivone da Silva Carvalho.

“Eu fico tão feliz em ver uma iniciativa como essa e poder participar com o meu filho, ao lado dele e de tantos outros que passam pelas mesmas dificuldades que eu, e sofrem preconceito. As pessoas precisam ter consciência de que o autista, mesmo com suas limitações, é um ser humano como outro qualquer e merece respeito”, disse emocionada.

E neste sábado, para encerrar a programação, no Centro Cultural Joaquim Lavoura, a partir das 9h, a secretaria de Educação realiza um encontro aberto ao público com palestras e depoimento de alunos autistas. A entrada é gratuita e o Lavourão fica localizado na Rua Presidente Kenedy, 721, no Centro.

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