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Abandonada desde 2012, após a desativação do Batalhão da Polícia Florestal da PM, a Fazenda Colubandê parece ter um novo destino, ou novo dono. É que o governo do estado está repassando para o município a autorização provisória para ocupar o espaço de aproximadamente 120 mil metros quadrados, na Avenida Amaral Peixoto, no Colubandê.

Neste caso, o município passará a arcar com a guarda, conservação, manutenção e também taxas e tarifas referentes ao local.

Tombada desde 1940 pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Fazenda vive ao longo dos últimos quatro anos de incertezas. Inicialmente seria restaurada pelo governo do estado, mas a crise fez com que o patrimônio fosse agora cedido para a prefeitura.

Na avaliação do professor e historiador Luciano Tardock, que fez parte do grupo ‘Fazenda Colubandê-Quem ama cuida’, a Fazenda tem importância municipal, estadual e nacional. Por isso, ele é contra a ocupação do espaço por uma corporação. 

   “Se for para virar um espaço sem ação e produção cultural, apenas ocupado pelo poder público local, não vai adiantar. É preciso restaurar e manter viva essa história. É um patrimônio nosso que precisa de um plano cultural. A Fazenda Colubandê foi uma das maiores produtoras de cana de açúcar da região”, lembrou Tardock.

Fotos Marcos vieira (92) (Copy)A arquitetura histórica está destruída, assim como a Capela de Santana. Peças centenárias, mobiliário, lustres, cadeados, bancos, torneiras nada lembra o casarão datado de 1618. São quase 400 anos de história que convivem com o abandono e a ação de vândalos.

O comandante da Guarda Municipal, Pedro Soares, confirmou a mudança para  a Fazenda. Sobre a restauração do espaço não existe definição. 

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