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Mangueira fez do limão uma limonada em seu carnaval de 2018. Após o corte de verba da Prefeitura do Rio para as escolas de samba, o enredo exaltou a simplicidade da festa desde suas origens. A escola foi a penúltima das sete a se apresentarem no 1º dia do Grupo Especial no Rio.

O enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro eu brinco”, do carnavalesco Leandro Vieira, contou a história do carnaval no Rio, com foco na base popular e na festa de rua sem objetivo comercial. A escola entrou na Sapucaí às 4h35 da segunda-feira (12), após atraso da Grande Rio, escola anterior que teve um carro enguiçado.

Em clima de “protesto irreverente”, vários trechos da letra do samba ironizaram a decisão de cortar metade da verba das escolas: “Se faltar fantasia, alegria há de sobrar (…)”; “Pouco me importam o brilho e a renda (…)”; “Outrora marginalizado já usei cetim barato pra desfilar”.

  • Um dos carros representou o prefeito Marcelo Crivella como um boneco de Judas com a frase: “Prefeito, pecado é não brincar o carnaval”. Outro destaque em carro levou faixa com frase: “Olhai por nós, o prefeito não sabe o que faz”.
  • Teve bloco na Sapucaí: uma das alas deixou as fantasias de lado e veio com foliões com vários figurinos do tipo que se vê no carnaval de rua da cidade.
  • A Mangueira homenageou blocos cariocas tradicionais: Cacique de Ramos, Bafo da Onça e Cordão da Bola Preta. Também foram lembrados blocos mais novos do Rio.
  • Nelson Sargento, Leci Brandão, Alcione e outros músicos desfilaram. Alexandre Pires representou o lendário passista Gargalhada, ao lado da cantora Rosemary.Com 3,5 mil componentes em 16 alas e 8 alegorias, as fantasias fizeram diversas referências a antigos carnavais: caveiras, palhaços, malandros e cabrochas, pierrôs, diabos… Outras alas representaram festas do passado, como o “Entrudo” e o “Zé Pereira”.

    A origem das escolas de samba também foi lembrada: os malandros que fundaram a Estácio, a agremiação Vai Como Pode, que originou a Portela, e o bloco Arengueiros, embrião da própria Mangueira – com Cartola e Carlos Cachaça como cofundadores.

OUÇA O SAMBA ENREDO DE OUTRAS ESCOLAS:

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