aaaaaaaaaaaaO Quadro de Oficiais Auxiliares da Marinha (QOAM), composto pelos Quadros de Oficiais Auxiliares da Armada (QOAA) e Auxiliares do Corpo de Fuzileiros Navais (QOACFN), foi criado em 15 de Março de 1938, época em que a Marinha, diante da possibilidade de uma Segunda Guerra Mundial, viu a necessidade de abrir as portas do Oficialato às Praças, atenuando o problema da perda de experientes profissionais que, tendo completado o tempo de serviço ativo, pediam reserva por falta de perspectiva na carreira. Nesse contexto, destaca-se o primeiro Oficial Auxiliar da Marinha, o CF (A-FN-Refº) Adauto de Oliveira Mello.

Ao longo dos anos, a importância desses quadros foi crescendo, o que fez com que o Posto máximo na carreira, que inicialmente era de Capitão-Tenente, passasse a Capitão de Fragata e, finalmente, em 1985, na gestão do Almirante Henrique Sabóia como Ministro da Marinha, alcançasse o posto de Capitão de Mar e Guerra. Atualmente, a carreira do Oficial Auxiliar da Armada voltou a encerrar-se no Posto de Capitão-Tenente, ocorrendo o acesso aos Postos Superiores somente com a transferência para o Quadro Técnico.

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CF (A-FN-Refº) Adauto de Oliveira Mello – Pioneiro dos Oficiais Auxiliares da Armada. Ingresso ao Oficialato: 19 de setembro de 1938.

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A Platina do Auxiliar da Armada, na origem, era representada pela profissão identificada no interior do losango. Na figura ao lado, ilustra a platina de um Oficial Auxiliar de Telegrafista, atualmente, hoje essa profissão é denominada Comunicações Navais.

aaaaPor ter sido o primeiro Marinheiro a atingir o posto de Almirante, ao fim de uma carreira brilhante e exemplar, além da marcante atuação como Oficial do Quadro de Oficiais Auxiliares, o Vice-Almirante João do Prado Maia, historiador e professor, foi consagrado, em vida, como Patrono dos Quadros dos Oficiais Auxiliares, por intermédio da Portaria Ministerial nº 1037, de 19 de novembro de 1986.

Cursou com distinção as Escolas de Aprendizes Marinheiros, de Grumetes e de Torpedos e Minas Submarinas. Como Cabo, participou da 1ª Guerra Mundial, integrando a Divisão Naval em  Operações  de  Guerra (DNOG).  Foi  escrevente,  de 1919-37, inclusive no Gabinete do Ministro da Marinha. Nomeado à Oficial em maio de 1940. Ressalta-se que no período de 1946-56, como Oficial Superior do Magistério, lecionou Português e História na Escola Naval. Em 11/06/1956, com 45 anos de serviço, foi transferido para a reserva da Marinha no Posto de Vice-Almirante, após o que realizou notável e fecunda obra de divulgação da História e Tradições da nossa Marinha em artigos, conferências e livros, entre os quais se destaca: “As tradições dos homens do Mar”, que tem iniciado nas fainas de marinheiro sucessivas gerações de alunos do Colégio e Escola Naval.

Hoje, os Quadros de Oficiais Auxiliares da Armada e de Fuzileiros Navais compõem, juntamente com os Quadros Técnico e de Capelães Navais, o Corpo Auxiliar da Marinha.

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O significado do Distintivo

O distintivo do QOAA, que distingue, inspira e orgulha aquele que o porta, é formado por: uma âncora, considerada símbolo de firmeza, força, tranquilidade, esperança e fidelidade, representando a parte estável do nosso ser que, em meio às tempestades, é capaz de manter a estabilidade dos barcos; e por um losango, símbolo da sabedoria,  que ao inserirmos no centro da Rosa das Virtudes, símbolo de retidão na Marinha, terá suas quatro pontas direcionadas  para os seguintes atributos: honra, fidelidade, abnegação e espírito de sacrifício. Além de invocar todas essas qualidades, o símbolo formado pela âncora inscrita no losango, também, representa o compromisso do Oficial Auxiliar da Armada de nunca manchar sua Pátria, honrando seus juramentos, como Praça e Oficial, de defendê-la sempre com o sacrifício da própria vida.

Rosa

Honra, Fidelidade, Abnegação e Espírito de Sacrifício.

A fidelidade e a devoção à Marinha são notórias, quando um Oficial Auxiliar da Armada é questionado sobre a posição da sua platina e do seu distintivo na gola de sua farda, o mesmo não relutará em responder que o distintivo fica do lado esquerdo, acima do seu coração, fazendo uma analogia entre o maior orgulho de sua carreira ao órgão conotado como o responsável pelos sentimentos humanos.

Viva à Marinha!!!

Pesquisador e Autores:   
1ºTen (AA) Arnaldo Amirato Dias. (Pesquisa e Texto)

1ºTen (AA) Mônica de Azevedo Martins Cardoso (Texto).
1ºTen (AA) Paulo Sérgio Fernandes Gomes (Texto).
Colaborador :  
1ºTen (AA) Márcio Luiz Neto (Figuras, desenho e Texto).

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