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A Azul e Branco, localizada no limite entre os bairros de Madureira e Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio, vai mostrar a história de judeus que fugiram de perseguição por não poderem praticar a sua religião. Eles saíram de Portugal e se instalaram na Holanda e depois vieram para o Brasil, mais precisamente para o Recife, na época em que Pernambuco estava sob o governo holandês, no comando de Maurício de Nassau, que tomou o território para explorar as riquezas do local.

Detalhe do carro da Portela que representa a viagem dos judeus do Brasil para Nova Amsterdã – mais tarde chamada de Nova York

Anos depois, com a retomada das terras pelos portugueses, novamente os judeus tiveram que sair: parte foi para a Holanda, uns para o Caribe e outros buscaram um destino mais longe, foram para a região da Nova Amsterdã, que mais tarde passou a se chamar Nova York.

“O enredo tem uma parte que é no Recife, que é o Recife holandês, tem uma parte que é a viagem – quando são expulsos – e tem uma parte quando eles chegam para fundar outra colônia em Nova York, que era também um empório da Companhia das Índias”, adiantou.

Alegorias marcantes foram realizadas pela carnavalesca para contar essa história. A da cidade nordestina é representada pelas casas coloridas do centro histórico, onde foi inaugurada a Kahal Zur Israel, primeira sinagoga das Américas. A parte da viagem vem representada por uma enorme embarcação, com detalhes de piratas, para lembrar que os judeus sofreram ataques durante o trajeto. A cidade de Nova York vem caracterizada com um símbolo da cidade que é a Estátua da Liberdade.

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