Será  realizada, no dia 14/01/2021 a transmissão de cargo ao novo Agente da Capitânia  dos Portos em Camocim. O cargo será transmitido pelo atual agente o CT(AA) Ricardo Correia Peixoto para o CT(AA) Marcio Luiz Neto.

3aca6290-59b9-467a-a398-f04c25e61f17A Agência da Capitania dos Portos em Camocim (Ag.Camocim) foi criada como Delegacia pelo Decreto nº 3.334, de 5 de julho de 1899, do Exmo. Sr. Presidente da República Manuel Ferraz de Campos Salles, vinte anos após a emancipação política da cidade, ocorrida em 29 de setembro de 1879. A Agência estabeleceu-se nos seguintes endereços: Praça da Estação nº 101 – Centro e Rua Engenheiro Privat nº 179 e 289 – Centro. Tendo sido rebaixada a categoria de Capatazia pelo Decreto nº 3.929, em 20 de fevereiro de 1901, do Exmo. Presidente da República Manuel Ferraz de Campos Salles, conforme relatório do Exmo. Sr. Ministro de Estado dos Negócios da Marinha Almirante Alexandrino Faria de Alencar. Posteriormente desativada, foi reativada pelo Decreto nº 3.929, de 20 de fevereiro de 1921 e elevada a categoria de Agência em 15 de setembro de 1922, conforme relatório do Exmº Sr. Ministro da Marinha. Posteriormente, a Agência teve um novo período de desativação, sendo reativada pela Portaria nº 27 de 7 de setembro de 1948 do então Exmo. Sr. Diretor-Geral da Marinha Mercante Vice-Almirante Raul de San-Tiago Dantas. Reelevada a categoria de Agência pelo Decreto nº 71.991, de 26 de março de 1973, do Exmo. Sr. Presidente da República Emílio G. Médici. Instalada em um terreno de 2.415,60 m2, desde 22 de março de 1971, tendo como endereço a Rua Dr. João Thomé nº 445 – Centro. Atualmente tem sua organização estabelecida pela Portaria nº 54, de 31 de agosto de 2011, do Comandante de Operações Navais.

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CT(AA) Marcio Luiz Neto

QUEM É MARCIO LUIZ NETO

CT(AA) Marcio Luiz Neto, serviu por quase  6 anos no Centro Tecnologico da Informação da Marinha (CTIM) desempenhando com êxito todas as tarefas que lhe foram atribuídas, destacando-se como Ajudante da Divisão de Aplicações de rede, Encarregado do Correio Eletrônico, Encarregado de Pessoal, Encarregado de adestramentos e Cursos, elemento de ligação e por fim, Encarregado da Divisão de Material e Finanças e Gestor do Material. No ano de 2017, ganhou o Concurso da mascote oficial do CTM, o ROBITIM, criou a mascote feminina, MN LUMA e a Bandeira de Faina , publicado e aprovado pela Portaria nr. 9/CTIM de 25 de julho de 2017. Oficial detentor de primorosa formação militar e de elevados padrões morais. Sua motivação, perseverança e comprometimento são exemplo de estimulo a todos os que tiveram o privilégio de sua convivência

A CIDADE

Camocim é um município brasileiro no estado do Ceará. Localiza-se na região intermediária de Sobral, tendo como seus limites territoriais os municípios de Barroquinha, Bela Cruz, Granja e Jijoca de Jericoacoara. Seu clima é tropical semi-úmido, constitui uma região fisiográfica de caatinga arbustiva. A área na qual Camocim localiza-se é um território de uma rica história de intercambio e conflitos entre povos. Os primeiros habitantes foram os indígenas de várias etnias, tais como os Tremembé, Tabajara, Jurema, Jenipaboaçu, Cambida.

Os portugueses chegaram nestas bandas, a partir da segunda metade do Século XVI, com diversos intuitos: um reconhecimento completo da região a partir de Tutóia no Maranhão aos limites finais entre Ceará e Rio Grande do Norte(a barra do rio Camorim, por exemplo foi cartografada com o nome de Rio da Cruz); Como base de apoio para a ocupação do litoral, bem como base de apoio para confrontos militares com os franceses que ocupavam o Maranhão. Deste momento histórico existem várias cartas topográficas datadas dos séculos XVII. Por exemplo: em 1604, Pero Coelho de Souza, passou nestas bandas com rumo a Ibiapaba e as batalhas no Maranhão.

A LENDA DO PEIXE CORÓ

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Peixe Coró – mascote da Ag.Camocim

Certa vez chegou à aldeia dos índios que habitavam a Foz do Rio Coreaú um grande veleiro, vindo do além-mar. Homens muito brancos desembarcaram e, aos poucos, os nativos foram, muito desconfiados, se aproximando. Os visitantes eram criaturas diferentes, mas amistosos e, lentamente, a amizade se instalou entre estes dois povos.
O Grande Guerreiro Branco que chegara e possuía consigo uma estranha e perigosa arma que os nativos chamaram de pau-de-fogo ou pau do trovão, trouxera também, muitos presentes e a festa foi muito grande! Todos dançaram durante a noite ao redor da fogueira e a festa só acabou ao raiar do sol.
Junto com o Grande Guerreiro, veio sua bela filha de 18 anos que os nativos olhavam, embevecidos, aquela princesa de cabelos doirados. Logo passaram a chamá-la de Jacira, nome ligado à lua.
O filho do Cacique, Jovem Guerreiro, forte e muito bonito logo se apaixonou, perdidamente, pela Princesa Dourada e as atenções da moça também eram para ele. O namoro estava estabelecido! Mas não era um namoro segundo as regras dos brancos. Era uma manifestação de carinho e admiração muito baseada na contemplação. Assim, o Jovem Guerreiro passava horas olhando para aquela princesa sem sequer se atrever a tocá-la.
O dia em que Jacira tocou o Guerreiro apaixonado com suas delicadas mãos e beijou-lhe a face à moda de sua sociedade, o jovem Guerreiro sentiu o sangue ferver em suas veias e, naquela noite, dançou em torno da fogueira como nunca fizera antes.
Mas o tempo passou e o dia da partida dos visitantes infelizmente chegara…
Quando o jovem índio apaixonado soube que sua amada partiria para sempre, entrou em profunda tristeza. O cacique percebendo a dor de seu filho foi ao Pajé, grande feiticeiro, que já percebera a paixão do jovem pela filha do visitante. O Feiticeiro, comovido, preparou um feitiço poderoso e para tal usou a cabeça do coró, peixe muito saboroso que podia ser encontrado, facilmente, na foz do Rio Coreaú. Disse ao Cacique que esse feitiço deveria ser dado ao Grande Guerreiro Branco pai de Jacira. Alertou também que o efeito não era instantâneo e que eles partiriam mas, com o passar de muitas luas, voltariam…
Assim foi feito na véspera da partida. Um caldo feito da cabeça do peixe enfeitiçado foi servido, não só para o Grande Guerreiro Branco, mas também, para toda a tripulação do barco visitante.
No dia seguinte, após muito choro, eles partiram com muitas lágrimas de todos os lados. A princesa Jacira chorava debruçada na popa d6c96be90-74ba-49c0-9384-a873fc3bc886o barco e o triste Jovem Guerreiro, com um forte nó na garganta, se angustiava mesmo consolado pelo pai e pelo Pajé.
Muitas luas se passaram e, certo dia, antes que os cajueiros florissem novamente, um menino índio chegou na oca do Grande Cacique, resfolegando, e dizendo: O grande barco voltou! Está lá!
Correram todos para a beira da praia e viram, no horizonte, o navio que crescia vagarosamente aos olhos do Cacique, de seu apaixonado filho e de toda tribo.
O desembarque foi festivo! O Grande Guerreiro Branco trouxera consigo Jacira e disse aos Índios que não partiria mais.
Estes visitantes fundaram uma grande sociedade às margens do Rio Coreaú que levou o nome de Camocim.
Tempos depois, o grande chefe, numa reunião de confraternização contou a todos a Lenda do Coró, pois que aqueles que tomarem do caldo da cabeça desse peixe, sempre voltavam ao paraíso encantado de Camocim para viver um grande sonho!
Ainda hoje, o feitiço está ativo e os visitantes que comem deste peixe encantado, sempre voltam e, alguns que se excedem no consumo dele, nem partem…

convite

 

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