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O motorista que trafega pela BR-101, no trecho que fixa o limite entre os municípios de São Gonçalo e Niterói, avista uma placa indicando a Base Naval da Ilha das Flores. Em um primeiro momento há certo estranhamento: que ilha? Não há mais uma ilha. As obras de construção da rodovia, na década de 1980, promoveram uma série de aterramentos no local ligando-a ao continente. Apesar disso, o nome continuou. Entre 1883 e 1966, a ilha das flores era uma Hospedaria de Imigrantes. Este viria a ser o primeiro estabelecimento do gênero do país e foi criado em meio aos debates de políticos e intelectuais sobre o processo de transição de mão-de-obra escrava para livre no país. Por ali passaram milhares de homens, mulheres e crianças que traziam seus sonhos e desejos de (re)construção de suas vidas. Esses imigrantes destinavam-se às fazendas e aos ofícios urbanos. Essa experiência, no entanto, não foi a única vivenciada nesse espaço. Nos últimos dois séculos, a ilha também abrigou um engenho de mandioca, foi espaço para a pioneira experiência de criação intensiva de peixes, funcionou como presídio e, atualmente, sedia a Tropa de Reforço da Força de Fuzileiros da Esquadra do Corpo de Fuzileiros Navais, da Marinha do Brasil.

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