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Construir 1 quilômetro de sistema de BRT (sigla em inglês para transporte rápido por ônibus) custa de 5 a 30 milhões de dólares, Para tirar do papel a mesma extensão de uma linha de metrô, são necessários de 200 a 400 milhões de dólares. O modelo, em que os ônibus circular em corredores exclusivos e os passageiros embarcam em plataformas, precisam de dois anos para ser implementado, menos da metade do tempo para entregar uma linha do metrô. Essas contas têm convencido prefeituras de todo mundo a adotar o sistema. Segundo a ONG americana Embarq, até 2018 mais 113 cidades deverão ter seus primeiros corredores ou sistema BRT.

É certo que toda cidade sonha em ter um metrô. Mas quando se fala em metrô, é necessário separá-lo de outros modais urbanos, como VLT – Veículo Leve sobre Trilhos ou Monotrilhos que, apesar de não serem meios de transportes de fácil implantação e de baixo custo, não possuem a capacidade e a eficiência do metrô pesado. Mas, por desconhecimento ou estratégia de marketing político, muita gente tem chamado esses modais de metrô ou metrô leve, induzindo a população entender de maneira errada qual o meio de transporte que pode vir atendê-la de fato.

Na China as autoridades deixaram projetos de monotrilho em favor dos corredores BRT usando a experiência de técnicos brasileiros. Na província de Ghuangzou o sistema atende até 45 mil passageiros hora nos horários de pico, demanda equivalente a suportada pelo metrô. São 12 províncias chinesas investindo em ônibus. Cidades europeias e norte americanas também implantaram projetos de corredores de ônibus. Pela flexibilidade menor de operação das linhas e criação de serviços complementares mais facilmente, outros modais não tem conseguido os êxitos do BRT de se aproximar do metrô, de acordo com os estudos das entidades internacionais.

No Brasil, a maior parte dos projetos que contam com verbas do PAC da modalidade urbana é formada por BRTs. Até 2014, devem ser inaugurados 250 quilômetros de corredores de ônibus rápidos em cidades como Belo Horizonte, Curitiba, Brasilia, Recife, Fortaleza, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

No Rio, o BRT TransOeste, que liga a Barra da Tijuca ã Santa Cruz reduziu em mais da metade o tempo de deslocamento do carioca, depois de intervenções da prefeitura, os serviços devem ser aperfeiçoados.

Os sistemas de Curitiba e o Metropolitano do ABD, na Capital Paulista e na região do ABC, foram modelos para a implantação de diversos corredores em vários países e ainda hoje atrem técnicos de todo mundo.

Não se trata de rivalizar o ônibus  com outros modais, mas respeitar o dinheiro público na escolha de uma obra e melhorar a vida das pessoas é acima de tudo uma ação de respeito ao cidadão.

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Texto Escrito por: Antonio Souto
Fonte Exame e CBN

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