Arquibancadas vazias, curto período de duração, custos altíssimos foram apenas algumas das críticas mais comentadas na abertura da Copa do Mundo de 2014, a nossa Copa do Mundo. Fora a música, a escolha dos cantores, pouquíssimas pessoas em cena, outros fatores foram alvo de grandes repercussões na mídia.
Sabemos que o tempo de abertura de uma Copa é menor do que outros eventos esportivos, porém o que o Brasil fez foi um verdadeiro fiasco em todos os aspectos.
São feitos tantos investimentos em escolas de samba, no festival de Parintins, por que então não investir num evento mundial como esse chamando brasileiros para coreografar a festa?
O Brasil possui uma cultura popular fortíssima, com adereços, alegorias, fantasias, músicas, danças típicas extremamente ricas e o que foi mostrado na abertura? Uma cuíca gigante, crianças fantasiadas de bromélias pulando no pula-pula. De fato foi um desprezo  aos nossos traços culturais. No início achei que aquele seria só o início da apresentação e que com o desenrolar apareceriam mais bailarinos. Ingenuidade a minha. Chegou o final, eu, como grande parte dos brasileiros, continuei esperando o espetáculo.
Na minha opinião a cultura brasileira foi mostrada de uma forma repetitiva, obsoleta, sem a menor emoção, com adereços e fantasias pobres e pouquíssima criatividade. A trilha sonora pouco se ouvia. Em se tratando da nossa cultura, samba, forró e frevo são itens indispensáveis para se abordar, porém a forma como foram mostrados deixou muito a desejar.
Com valores extremamente caros a impressão que teve foi que as pessoas já esperavam um evento de baixa qualidade e só lotaram as cadeiras quando acabou a abertura e iniciou o jogo.
Outra questão que deve ser ressaltada foi a de um paraplégico dar a partida usando um exoesqueleto, uma inovação tecnológica fantástica para o mercado, ainda mais num evento de abrangência internacional. Para a celebração foi, de fato, um golaço na Copa. Porém o que nos deixou mais triste foi a imagem ter durado apenas alguns segundos por delimitação da FIFA.
O sentimento final que ficou foi de vergonha, muita vergonha de mostrar algo tão inferior à nossa capacidade e a certeza de que poderíamos ter feito muito mais.

Texto – Natalia Machado

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